Arquivo de novembro, 2011

Uma rede, como o próprio nome diz, envolve necessariamente o relacionamento de muitas pessoas nas mais diferentes dimensões. É só parar um segundo para imaginar a operação de negócios desse tipo que ficam claros os elos da cadeia: empregador, empregados, franqueador, franqueados, clientes, fornecedores, parceiros e empresas terceirizadas, dentre outros.
Só que quando se fala em gestão de pessoas é fácil observar conflitos de relacionamento. Isso acontece porque as pessoas não são gerenciáveis e previsíveis como máquinas.
Os conflitos mais comuns gerados pela falta de habilidade no relacionamento das partes são a ausência de conformidade às regras e padrões; a omissão de informações; a ausência de diálogo; a ausência do franqueado na operação da franquia; a desmotivação das equipes e a baixa rentabilidade.
Todo o relacionamento comercial busca reconhecimento, satisfação, reciprocidade, comprometimento, credibilidade, fidelização e evolução. Quando um destes quesitos é ignorado ou mal trabalhado, surgem os problemas. Então, as partes começam a ver defeitos em tudo, a satisfação cai, a estima pelo negócio é abalada e os lucros ficam comprometidos. Ou seja, um problema de relacionamento afeta até a capacidade financeira do negócio.
Problemas enfrentados pelas redes, quando não são discutidos ou resolvidos rapidamente, são capazes de somar estragos e danos irreparáveis e até quebras de contrato. Tudo costuma começar na deficiência de comunicação e na falta de diálogo.
Caminhos
Os caminhos importantes para evitar conflitos numa rede: consultoria jurídica preventiva e gestão participativa. A consultoria pode prevenir problemas e identificar oportunidades e ameaças para o negócio em todas as relações que mantém. Por meio de uma relação estreita com o cliente, analisa-se freqüentemente os riscos que ela corre em todos os elos da cadeia.
A consultoria jurídica preventiva tem ainda um papel importante para as redes: analisar parcerias comerciais e propor a melhor forma de relação jurídica entre as partes. A base desse trabalho é analisar a situação de fato, averiguar os riscos existentes e a legislação em vigor de cada segmento, para aí sim desenhar uma estrutura jurídica adequada.
Sobre gestão participativa é imperativo salientar que a comunicação é um instrumento importantíssimo para que as partes não se sintam prejudicadas. Os franqueadores, licenciadores ou proprietários de marcas devem saber ouvir e justificar suas falas. Estar perto de seus franqueados, licenciados, representantes comerciais ou quaisquer parceiros comerciais, acompanhando suas performances, os fará evoluir através das próprias ferramentas disponíveis na rede.
Este sistema – no qual todos têm voz e sabem ouvir o outro lado – é uma das mais eficientes ferramentas para evitar e administrar problemas. Fala-se de uma cadeia de pessoas. Desde o proprietário da marca e sua equipe até o canal de distribuição e sua equipe, além do consumidor final. É só gente o tempo todo. Todos devem estar saudavelmente se relacionando. Administrar sentimentos negativos e incentivar os sentimentos positivos faz parte do processo.
Quando já existe o conflito, há de se pensar na solução por métodos não-adversariais. Sempre que possível, é melhor optar pelas ferramentas de negociação e facilitação ou, ainda, em última instância, pelas câmaras de mediação e arbitragem. De forma mais rápida, menos burocrática e mais eficiente que a Justiça Comum, esses órgãos já possuem profissionais capazes de ajudar na solução de conflitos, mantendo a parceria comercial, que é o mais relevante na situação.
Mediação é um processo de investigação dos interesses entre as partes a fim de indicar caminhos para a solução do conflito. O mediador faz com que as partes se entendam e decidam qual a melhor solução para o conflito.
Arbitragem é um procedimento privado onde o árbitro ouve as partes, dissipa o conflito e sua decisão tem o valor de sentença judicial, não podendo ser contestada na Justiça Comum.
O mais interessante na Arbitragem, é que um procedimento arbitral não necessariamente põe fim a uma relação jurídica. Ao contrário: apesar de discutida e decidida a questão por um terceiro, o árbitro, a relação jurídica pode continuar, proporcionando até uma maior maturidade à relação.

Luciana Galvão Vieira de Souza é advogada, especialista em Direito Empresarial. Atua como consultora em planejamento trabalhista, relações do trabalho, direito coletivo e individual, relações sindicais e processual. É sócia da Galvão e Freitas Advogados (www.galvaoadv.adv.br), integrante da OAB, associada da Associação dos Advogados de São Paulo – AASP, Diretora Jurídica do Grupo de Relações Industriais Sindicais – GRIS, apoiadora e integrante de grupos de RH, palestrante e autora de diversos artigos publicados.

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Dia 22/11/2011, 13h45min

Colégio e Faculdade Anchieta
Avenida Atlântica, 731 – Jardim do Mar – São Bernardo do Campo

Programação:
• 13h45 – Recepção
• 14h00 – Abertura
• 14h10 – Momento GRIS (atualidades, troca de informações, discussão de temas de interesse geral)
• 14h30 – Palestra
• 16h00 – Café & Networking
• 17h00 – Encerramento

Palestra:

O QUE VOCÊ VAI SER PARA CRESCER?

“A vida é muito curta para ser pequena.”

Esta frase, do escritor e político inglês Benjamin Disraeli (1804-1881), ao mesmo tempo em que traz um grande ensinamento, provoca também grandes reflexões.

Como queremos ser lembrados? O que vale mais, o caminho ou a chegada? Como estamos conduzindo nossa vida profissional, pessoal, familiar? Ou é a vida que nos conduz?

O objetivo deste nosso encontro é trocar idéias a respeito destas questões e discutir outros pontos relacionados, que se refletem no trabalho, nos relacionamentos e no nosso dia a dia. Esperamos você!

Palestrante:

ELOI CORDAS

Eloi é graduado em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu. Possui curso de extensão em Administração de Recursos Humanos para Executivos (FGV-SP) e MBA em Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (FGV Management-ABC).

Atual diretor de Recursos Humanos da Sulzer para a América do Sul e Ãfrica do Sul. Tem participado de programas internacionais na área de RH, pela Sulzer, cumpridos na Alemanha, China, Ãndia, Inglaterra, Suíça e EUA. É membro do GRIS-Grupo de Relações Industriais e Sindicais que agrega empresas da região do ABC/São Paulo para discussão de temas estratégicos de RH.

É professor do módulo de Gestão de Pessoas no MBA em Gestão de Negócios Automotivos – FGV e do curso de pós-graduação em Gestão Automotiva – FEI.

Contato:

Tel: 11 4589-2004 Email: eloi.cordas@sulzer.com Site: www.sulzerpumps.com

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GRIS – Gestão 2009/2011
Diretor Presidente – Erio Gregório (Real Food Alimentação – Gerente de Recursos Humanos)
Diretor Vice-Presidente – Ãurea Grigoletti (e1.conceito – Fortalecimento Pessoal e Profissional – Sócia/Proprietária)
Diretor Executivo – João Honório (Prevident Assistência Odontológica – Consultor Corporativo)
Diretor Executivo – Luciana Galvão (Galvão e Freitas Advogados – Sócia/Proprietária)
Conselheiro Fiscal – Luiz Carlos Picherilo (Pich Consultoria – Sócio/Proprietário)
Conselheiro Fiscal – Milton Barreiro (Prefeitura Municipal de Santo André – Secretario Adjunto de Administração e Modernização)

Patrocínio:

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